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PIB e taxa de investimento crescem no 1° trimestre de 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do primeiro trimestre de 2021 teve aumento de 1,2% comparado aos três meses anteriores. Já em comparação com os primeiros três meses de 2020, o aumento foi de 1%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No valor bruto, o PIB no 1° trimestre de 2021 totalizou R$ 2,048 trilhões. A taxa de investimento nesse período foi de 19,4% do PIB, contra 15,9% do mesmo ciclo em 2020. Os indicadores econômicos surpreenderam de forma positiva nos últimos meses, fatores que fizeram com que a expectativa de crescimento do PIB para o ano saltasse de 3,2% para 3,96%. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou crescimento de até 5% no PIB em 2021. Em 2020, primeiro ano da pandemia do coronavírus, a economia sofreu um grande impacto, registrando queda de 4,1%. As projeções, visavam alta de aproximadamente 0,7% no PIB nesses primeiros três meses de 2021, os números atuais, que registraram aumento ainda maior, trazem um cenário de boa expectativa para o país. Os principais destaques da economia no primeiro semestre foram para os setores de importação (11,6%), agropecuária (5,7%) e investimentos (4,6%). A demanda por commodities agrícolas ajudaram a impulsionar o PIB no Brasil, alimentos como milho e soja tiveram aumento comparados ao mesmo período no ano passado. O fator de maior adaptação das empresas com relação as medidas sanitárias também foram fundamentais para o avanço da economia. Empresas conseguiram se adequar de melhor forma com o modelo de home office e consequentemente o impacto da pandemia foi menor do que no ano passado. Compartilhar Compartilhar no facebook Compartilhar no linkedin Compartilhar no whatsapp Compartilhar no email Vamos conversar ?

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IMIGRAÇÃO BRASIL: Autorização de Residência para fins de transferência de tecnologia

Por Aline Moreira Dando continuidade ao tema do artigo anterior, trataremos aqui do segundo tipo de autorização de residência criada com vistas à prestação de serviços técnicos. A Resolução Normativa n.º 04/17 disciplina a concessão de autorização de residência para fins de transferência de tecnologia. Neste caso, o imigrante vem ao Brasil com o intuito de fornecer treinamento técnico aos funcionários locais. Não existe vínculo empregatício dele com a empresa brasileira e a ideia é que os empregados adquiram conhecimentos suficientes para desenvolver o trabalho, sem que a empresa precise, reiteradamente, recorrer à mão de obra estrangeira. Por conta disso, a própria legislação prevê que, se tiver interesse em continuar a contar com a prestação de serviços do imigrante, a empresa brasileira deverá contratá-lo localmente. O imigrante deve vir ao Brasil em decorrência de contrato, acordo de cooperação ou convênio, firmado entre a empresa brasileira e a estrangeira. Ademais, por se tratar de transferência de conhecimentos técnicos, a apresentação de um Plano de Treinamento também é mandatória. O referido Plano deve incluir, dentre outros pontos, o escopo, a forma de execução, duração e resultados esperados do treinamento. Podem solicitar a referida residência a empresa que irá receber os serviços de transferência de tecnologia, a empresa brasileira que seja do mesmo grupo econômico da empresa estrangeira empregadora do imigrante que virá prestar o serviço, ou a empresa brasileira que seja intermediária da empresa estrangeira empregadora do imigrante, cumpridos os requisitos legais. O prazo da residência acima mencionada será de até 01 (um) ano. Ficou interessado? Entre em contato conosco pelo e-mail amoreira@drummondadvisors.com para mais detalhes! Atenção: Nas edições do “Imminews”, responderemos perguntas sobre imigração, emigração, expatriação, vistos para o Brasil, cidadania brasileira e mudanças (práticas e teóricas) na legislação imigratória. Fique à vontade para enviar sua pergunta para o e-mail amoreira@drummondadvisors.com, que será respondida em completo sigilo e anonimato. Ademais, com a autorização do autor, a dúvida será publicada e respondida na coluna!

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Com melhora das exportações, analistas já projetam alta de 2% no PIB de 2017

[Matéria publicada pelo jornal O Globo] Por João Sorima Neto SÃO PAULO e BRASÍLIA – Com a expectativa de um bom desempenho das exportações, economistas começam a vislumbrar uma retomada mais vigorosa da economia brasileira em 2017. Enquanto o governo espera um crescimento de 1,2% para o ano que vem, algumas projeções já apontam expansão de 2%. Na visão desses especialistas, o bom desempenho, no mercado externo, de diversos setores da indústria — como alimentos, bebidas, produtos têxteis, máquinas, couro, calçados, celulose e papel, madeira e automóveis — pode puxar a recuperação econômica. O setor têxtil, por exemplo, viu as exportações de fios saltarem 146% no primeiro semestre, e a indústria automobilística registrou aumento de 14,2% nas vendas ao exterior. — O desempenho ruim da indústria foi o epicentro de nossa crise, e a retomada do crescimento do país passa por sua recuperação. A exportação é o principal motor desse movimento, e a substituição das importações também ajudará — diz o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que não faz projeções para a economia em 2017, mas acredita que o desempenho deve ser positivo. CONQUISTA DE NOVOS MERCADOS Um estudo do economista Rodolfo Margato, do banco Santander, avalia que a economia brasileira chegou ao fundo do poço este ano, e, a partir de 2017, os investimentos, depois de três anos encolhendo, vão puxar a retomada. Com isso, o Santander prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha expansão de 2% no ano que vem e de 3% em 2018. — Depois de ter recuado 30% no acumulado entre 2014 e 2016, estimamos que o investimento possa crescer 6% em 2017, com a recuperação da confiança do empresariado e a queda dos juros — avalia Margato, que projeta a taxa básica de juros (Selic) em 10% no fim de 2017. Apesar da baixa utilização da capacidade instalada na indústria, observa Margato, o aumento das exportações de manufaturados e a substituição de importações exigirão investimentos em novos processos de produção, distribuição e tecnologias, para que o país aumente a competitividade a fim de ganhar mercados. Internamente, diz o estudo, o consumo continuará deprimido, em meio a um cenário macroeconômico adverso, com desemprego alto e queda na renda das famílias. O economista do banco Fibra, Cristiano Oliveira, também vê o comércio exterior como um dos principais fatores da volta do crescimento. Otimista, ele estima expansão do PIB de 2,1% em 2017. — Como estimamos uma expansão de 2% para o PIB e de apenas 0,5% para a demanda interna, a conclusão é que o setor externo responderá por boa parte desse crescimento — ressalta Oliveira, que cita a indústria automotiva entre os setores cujas exportações devem puxar a retomada. Embora venha amargando quedas da ordem de 20% nas vendas internas e na produção, as exportações da indústria automobilística brasileira cresceram 14,2% no primeiro semestre, somando 226,6 mil unidades. Segundo a Anfavea, associação que representa os fabricantes, houve aumento das vendas a clientes tradicionais, como Argentina e México, e a conquista de novos mercados na América Central e no Oriente Médio. — As negociações entre as indústrias instaladas no Brasil e o Irã para exportação de veículos estão avançando, com algumas montadoras mais próximas de fechar negócios — diz o presidente da Anfavea, Antonio Megale, que vê, no mercado iraniano, potencial de compra de 140 mil carros, 35 mil caminhões e 17 mil ônibus. Marcelo Carvalho, economista-chefe para a América Latina do banco BNP Paribas, também estima expansão de 2% para o PIB em 2017. E afirma que a reação virá pelo investimento, já que o consumo das famílias será o último a reagir. Com o dólar médio em torno de R$ 3,60 no primeiro semestre, muitos setores já ganharam terreno nas exportações. O Ministério da Agricultura, por exemplo, informou que as vendas do agronegócio somaram US$ 45 bilhões, alta de 4% frente ao mesmo período de 2015. Foi o terceiro melhor resultado da série histórica, iniciada em 1997. O setor calçadista também já colhe ganhos no front externo. Segundo a Abicalçados, associação que representa a indústria, nos seis primeiros meses do ano, as vendas subiram 3,3% em volume, em relação ao mesmo período de 2015, mas estão 2,7% inferiores em receita (US$ 451,47 milhões). Ainda assim, para alguns mercados as vendas dispararam. Para a Argentina, o crescimento no período foi de 85%, somando US$ 41,4 milhões, um aumento de 56,8% em faturamento. Os embarques para os Estados Unidos, o maior comprador dos calçados brasileiros, cresceram 24,3% em número de pares e 17% em faturamento, chegando a US$ 102,54 milhões. No mesmo período, as importações de calçados importados caíram 35% em volume e 38,3% em receita. — O câmbio trouxe uma vantagem com preços mais competitivos no primeiro semestre. Mas estamos preocupados com a volatilidade. Por vezes, é melhor um câmbio mais baixo do que flutuando como está — diz Heitor Klein, presidente-executivo da Abicalçados, lembrando que o calçado brasileiro ganhou novos mercados, como os Emirados Árabes. No setor têxtil, em volume, a exportação de fios avançou 146% no primeiro semestre, a de tecidos, 25%, e a de confecções, 22%. A Abit, que representa a indústria, mantém as projeções para as exportações este ano: estabilidade no vestuário e crescimento de 9% em produtos têxteis. Mas ressalta que a volatilidade do dólar inibe investimentos em maquinário. APRECIAÇÃO DO REAL É RISCO Especializada em transações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, a consultoria Drummond Advisors, de São Paulo, viu o movimento de empresas interessadas em exportar aumentar 70% apenas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2015. Foram 68 empresas, de micro a companhias de capital aberto, a procurarem auxílio para começar a vender aos EUA. São companhias do setor de tecnologia, bebidas e alimentos. — O dólar alto ajudou, mas o cenário econômico ruim também fez crescer a procura por novos mercados e novas fontes de receita — explica Michel de Amorim, sócio da consultoria. Margato, do Santander, ressalta que a projeção

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