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Tudo o que você precisa saber para estudar nos EUA em 2020

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Dados do relatório Open Doors, divulgados pelo Instituto de Educação Internacional (International Institute of Education — IIE) e pelo departamento de Estado do governo americano, revelaram que o Brasil está em 9º lugar no ranking de países que mais enviaram estudantes para os Estados Unidos no ano letivo 2018/2019.

No último ano, mais de 16 mil brasileiros estudaram em terras estadunidenses — um crescimento de 9,8% em relação a 2017/2018. Apesar do crescimento, se comparado aos índices de anos anteriores, o número ainda não supera os 23.675 do ano letivo de 2014/2015, recorde até o momento.

Os Estados Unidos são o segundo país que mais recebe estudantes no mundo, ficando atrás apenas do Canadá. No ano acadêmico de 2018/2019, os EUA atingiram um recorde histórico, com um total de 1.095.299 estudantes internacionais no país.

Pedro Drummond, mestre em Direito Financeiro e Bancário pela Universidade de Boston e sócio da Drummond Advisors, pontua que “estudar nos Estados Unidos traz um crescimento pessoal e profissional muito grande. Do ponto de vista acadêmico, as universidades americanas são as mais avançadas e evoluídas do mundo. Além disso, existem categorias de vistos que oferecem vantagens para aqueles que se formaram nos EUA. O visto H-1B, por exemplo, tem uma cota específica para quem fez mestrado ou doutorado nos EUA”.

O advogado lembra ainda que “após finalizar os estudos no país, o estrangeiro via de regra ganha uma autorização automática de trabalho chamada ‘OPT’ (Optional Practical Training), que varia de 12 a 36 meses. Nas áreas chamadas de STEM (Science, Technology, Engineering and Math) você tem 36 meses de autorização automática de trabalho após o curso. Você sai da faculdade e já pode começar a trabalhar”.

Se você pretende fazer parte da lista de estudantes brasileiros nos Estados Unidos ou ficou interessado no assunto, aqui vão alguns pontos importantes que você deve considerar antes e durante o seu intercâmbio estudantil para evitar dores de cabeça.

1: Escolha o visto correto

A escolha do tipo de visto é de extrema importância para quem pretende estudar nos EUA. Um advogado especialista em imigração será a melhor opção nessa hora para auxiliá-lo e evitar erros e gastos desnecessários. Aqui apresentaremos as principais categorias de visto de estudante:

F – Estudantes que foram aceitos ou estão matriculados em uma escola ou universidade nos EUA

J – Pessoas que participam de programas de intercâmbio ou treinamento

M – Indivíduos que vão estudar em uma instituição profissional ou não acadêmica, como colégios vocacionais e community colleges

B – Visto de visitante/turista, que pode ser utilizado em casos de cursos com curta duração

2: Você pagará algumas taxas

Taxa de Solicitação de Visto – A taxa de solicitação de visto (Machine Readable Visa fee — MRV fee) deverá ser paga por solicitantes de todos os tipos de visto, exceto vistos A e G. Essa taxa deve ser paga antecipadamente, quer o visto seja concedido ou não.

I-901 Sistema de Informações aos Alunos e Intercambistas (Student and Exchange Visitor Information System – SEVIS) – Uma taxa que todos os estudantes F-1 e M-1 e a maioria dos visitantes de intercâmbio J-1 devem pagar antes de obter o status F, M ou J. A taxa servirá para apoiar as despesas administrativas do SEVP (Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio, originalmente Student and Exchange Visitor Program) e do SEVIS. Os estudantes pagam essa taxa depois de receberem o Formulário I-20, “Certificado de Elegibilidade para Status de Estudante Não Imigrante” (Certificate of Eligibility for Nonimmigrant Student Status).

3: Fique atento à parte tributária e ao Teste de Presença Substancial

Via de regra, estrangeiros que detêm vistos de estudante estão isentos do Teste de Presença Substancial– um cálculo que conta o tempo de permanência em território norte-americano – e portanto isentos de tributação nos Estados Unidos. No entanto, recentemente as autoridades americanas estão verificando estudantes que eventualmente não se encaixam exatamente na isenção, questionando sua presença no país e cobrando impostos.

4: Formulários importantes

Formulário 8843 (Statement for Exempt Individuals and Individuals With a Medical Condition) e Formulário 1040NR ou 1040NR-EZ (U.S. Nonresident Alien Income Tax Return)

Esses formulários são obrigatórios a todos os estudantes. Eles excluem o estrangeiro do Teste de Presença Substancial e o mantêm em dia com o Internal Revenue Services.

Planejamento é a palavra-chave quando o assunto é estudar fora do país. Para isso, conte com o auxílio de especialistas e aproveite tudo o que essa experiência pode proporcionar a você.