Impostos nos EUA

Tax Season: evite erros na declaração e reduza atrasos com as seguintes orientações

O IRS (Receita Federal Americana) divulgou um informativo contendo diretrizes para evitar erros na declaração, a fim de reduzir atrasos no processamento e visando agilizar possíveis reembolsos. As diretrizes são as seguintes: Escrito por Marcos Ferreira, Analista de Conteúdo da Drummond Advisors

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IRS está concedendo alívio fiscal para quase 5 milhões de contribuintes

O IRS (Receita Federal Americana) está concedendo alívio fiscal para quase 5 milhões de contribuintes. O IRS fornecerá cerca de US$ 1 bilhão em alívio de penalidades. A maioria dos que recebem o alívio da pena ganha menos de US$ 400.000 por ano. Este anúncio busca ajudar os contribuintes a lidar com possíveis penalidades acumuladas devido a atrasos ou dificuldades financeiras. No entanto, há uma mudança importante para se preparar: a retomada das notificações de cobrança em 2024, marcando o fim da pausa relacionada à pandemia. Em janeiro, o IRS começará a enviar avisos de cobrança automatizados e cartas para indivíduos com dívidas fiscais anteriores ao ano fiscal de 2022, e empresas, organizações isentas de impostos, trustes e propriedades com dívidas fiscais anteriores a 2023, com exceções para aqueles com dívidas existentes em vários anos. Avisos e mais detalhes do alívio fiscal para quase 5 milhões de contribuintes O IRS pausou esses avisos e cartas anteriormente devido à pandemia e aos altos estoques, mas a retomada gradual ocorrerá nos próximos meses. Os contribuintes individuais do atual ano fiscal de 2022 e as empresas do terceiro trimestre de 2023 começaram a receber avisos de cobrança automatizados neste outono, à medida que o IRS tomava medidas para retornar aos negócios normalmente. Mesmo com o alívio fiscal para quase 5 milhões de contribuintes, o IRS destacou que existem uma série de opções de pagamento e ferramentas online que podem ajudar os contribuintes com dívidas fiscais não pagas, seja uma nova fatura fiscal ou uma dívida fiscal de longa data para uma declaração não arquivada. O comunicado completo do IRS está disponível em: https://www.irs.gov/newsroom/irs-helps-taxpayers-by-providing-penalty-relief-on-nearly-5-million-2020-and-2021-tax-returns-restart-of-collection-notices-in-2024-marks-end-of-pandemic-related-pause Escrito por Marcos Ferreira, Assistente de Conteúdo da Drummond Advisors Leia também Estimated Taxes for Individuals O que são Estimated Taxes? Os impostos precisam ser pagos nos Estados Unidos conforme ganhamos ou recebemos renda durante o decorrer do ano. De forma geral, eles já são retidos assim que essa renda é gerada. Porém, se eles não forem suficientemente retidos em suas origens, ou nem chegarem a ser, é necessário estimar esses impostos devidos e fazer o pagamento correspondente a eles. É importante atentar-se a rendimentos, dividendos, pensões, ganhos de capital e prêmios que podem não ter impostos retidos. Mais informações: https://drummondadvisors.com/2023/10/30/estimated-taxes-for-individuals/

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Estimated Taxes for Individuals

O que são Estimated Taxes? Os impostos precisam ser pagos nos Estados Unidos conforme ganhamos ou recebemos renda durante o decorrer do ano. De forma geral, eles já são retidos assim que essa renda é gerada. Porém, se eles não forem suficientemente retidos em suas origens, ou nem chegarem a ser, é necessário estimar esses impostos devidos e fazer o pagamento correspondente a eles. É importante atentar-se a rendimentos, dividendos, pensões, ganhos de capital e prêmios que podem não ter impostos retidos. Esses são os denominados Estimated Taxes que não ocorrem apenas para rendas, mas também devem ser pagos em relação ao Self-Employment Tax (a exemplo de freelancers, pessoas que possuem um negócio próprio ou trabalham por contratos independentes) e ao Alternative Minimum Tax (que se aplica a indivíduos que possuam uma alta renda econômica). Quem deve ou não pagar? Quem deve pagar: Quem não deve pagar: Quando devem ser pagos? (Pay as you go, so you won’t owe) Com o propósito de atender as necessidades fiscais, o ano é dividido em quatro períodos diferentes e cada um deles possui uma data de pagamento específica. As datas de pagamento são pré-determinadas no ano anterior ao período fiscal corrente. Para uma melhor compreensão tem-se o ano de 2023 como exemplo de ano fiscal corrente em que quatro datas de pagamento são estipuladas. O primeiro pagamento foi estabelecido para o dia 18 de abril, o segundo para 15 de junho de 2022, o terceiro para o dia 15 de setembro do mesmo ano e o último para 16 de janeiro de 2024. Lembrando que essas datas podem variar a cada ano. É importante frisar que se o pagamento for enviado utilizando o correio dos Estados Unidos, a data de pagamento dos Estimated Taxes será considerada como sendo a data de postagem do pacote. Além disso, se a data for em um sábado, domingo ou feriado legal, o pagamento ainda estará no prazo se for feito exatamente no dia útil seguinte.  Como pagar? Enviado um cheque ou ordem de pagamento por meio dos correios dos Estados Unidos utilizando-se o Form 1040-ES, que se aplica para cidadãos e residentes fiscais americanos, (https://www.irs.gov/pub/irs-pdf/f1040es.pdf) ou o Form 1040-ES(NR), que se aplica para não-residentes fiscais (https://www.irs.gov/pub/irs-pdf/f1040esn.pdf). Nesse meio de pagamento, é importante atentar aos detalhes de envio conforme especificado pelo Internal Revenue Service – IRS (https://www.irs.gov/payments/pay-by-check-or-money-order). Online por meio de uma conta cadastrada no site do IRS (https://www.irs.gov/payments/your-online-account). O site também pode ser acessado pelo celular ou utilizando-se de um aplicativo disponível para sistemas IOS e Android (https://www.irs.gov/newsroom/irs2goapp). Online por meio de um pagamento direto em sua conta corrente ou poupança, sem custo adicional e sem necessidade de cadastro (https://www.irs.gov/payments/direct-pay). Online por meio de um cartão de débito ou crédito, ou por meio de uma carteira digital, a exemplo do PayPal. Esse pagamento terá custos adicionais que podem variar dependendo do meio de pagamento escolhido. As taxas estão especificadas no site. (https://www.irs.gov/payments/pay-your-taxes-by-debit-or-credit-card). Online por meio do Electronic Federal Tax Payment System – EFTPS, um sistema desenvolvido pelo próprio U.S. Department of Treasury em que após ter suas credenciais liberadas, é possível fazer quaisquer pagamentos necessários referentes a impostos federais (https://www.eftps.gov/eftps/). Por meio de um sistema integrado que eletronicamente sacará fundos de uma conta bancária designada em seu Tax Return. Essa opção só está disponível quando o imposto é preparado e enviado por meio de um software ou quando feito por um profissional da área fiscal (https://www.irs.gov/payments/pay-taxes-by-electronic-funds-withdrawal). É possível fazer uma transferência agendada em sua instituição financeira ao contatá-la para verificar disponibilidades, custos e limites (https://www.irs.gov/payments/same-day-wire-federal-tax-payments). Se for, por algum motivo, necessário o pagamento por meio de dinheiro, é preciso lembrar que ele nunca deve ser enviado por correio. Para tanto, o IRS fornece alguns parceiros e centros de assistência oficialmente listados que estão habilitados a receber esse tipo de pagamento (https://www.irs.gov/payments/pay-your-taxes-with-cash). Há penalidades para quem não paga? Uma multa poderá ser aplicada caso os pagamentos durante o ano não tenham sido suficientes, seja por não terem retido o montante de impostos necessários ou por não terem pagado os Estimated Taxes. Como evitar: * Entre as duas últimas opções, pode-se escolher a que represente o menor valor. Quando pode ser dispensada: Escrito por Rodrigo Siracusa, Joao Gomes, Nanielle Silva e Maria Carolina Visoto

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Portfolio Debt Exemption

Fernando Borges, Associate AttorneyRoberto P. Vasconcellos, Internal Tax Technical Research Leader Em qualquer processo de internacionalização de um business, o sistema tributário do país de interesse representa indiscutivelmente um desafio a empresários, investidores e empreendedores em geral. Nos Estados Unidos, tal realidade não é diferente, já que, a exemplo de muitas jurisdições, o arcabouço tributário norte-americano conta com regulamentação densa e muito detalhada, havendo uma distribuição de competências legislativas a níveis federal, estadual e local (municipal). Nesse contexto, há que se ter especial atenção a esse tema quando de iniciativas que envolvam investimentos estrangeiros destinados aos EUA. Como regra geral, indivíduos e entidades jurídicas estrangeiras estão sujeitos à retenção na fonte, na alíquota de 30% (“witholding tax”), sobre valores pagos considerados, pelas normas dos Estados Unidos, como sendo de origem americana. Tal retenção incide sobre o valor bruto remetido dos EUA, desde que o pagamento tenha natureza periódica, fixa ou determinável (Fixed, Determinable, Annual, or Periodical: FDAP) como ocorre no caso de dividendos, lucros, royalties, prêmios de seguros, etc. Além disso, a retenção na fonte não permite quaisquer deduções (vide Internal Revenue Code (IRC), sec. 871(a)(1) e 881(a)). Contudo, é importante ressaltar que, apesar de ganho de capital (capital gain) constituir hipótese de aplicabilidade das regras de FDAP, tal regramento e a consequente retenção na fonte de 30% não abrangem o ganho de capital do investidor individual não residente nos EUA ou da empresa estrangeira. Nesse sentido, prevalecem as regras americanas sobre “sourcing”, segundo as quais ganhos são tributáveis de acordo com a residência fiscal de quem os aufere. Portanto, em se tratando de indivíduo não residente nos EUA (nonresident alien), o ganho será considerado como proveniente de foreign source, de forma que em tais casos o referido ganho não será tributável nos Estados Unidos. Adicionalmente a tal ausência de tributação, a legislação americana permite que a maior parte dos juros pagos por empresa americana a um credor estrangeiro seja isento de tributação nos EUA através de regras específicas conhecidas como Portfolio Interest Exception (vide sec.871(h) e 881(c) do IRC). De acordo com tal exceção legal, uma parte estrangeira que adquirir títulos de dívida emitidos por empresas americanas (por exemplo, “bonds”) ou aportar valores em benefício de um negócio americano, a título de empréstimo (“loan”), pode se beneficiar de isenção de witholding tax sobre os juros da dívida, desde que preenchidos determinados requisitos. Assim, ao receber, no exterior, remessas advindas dos EUA a título de pagamento pelos juros da dívida, tais montantes não sofreriam a referida incidência tributária. É importante, portanto, compreender com clareza os requisitos aplicáveis para que um indivíduo ou empresa possam se beneficiar da regra, conforme detalhado abaixo: Para além dos referidos requisitos, os juros ainda devem ser embasados em títulos de dívida (bonds, debêntures, etc.) ou contratos de empréstimo que não deixem dúvidas sobre a natureza da relação das partes como credora e devedora. Para tanto, é necessário que os juros sejam certos e determinados, além de devidos em datas pré-acordadas (vencimento da dívida). Da mesma forma, as cláusulas que regem a relação das partes credora e devedora devem refletir obrigações e direitos típicas de cada parte. Por exemplo, o pagamento dos juros não pode ser contingente ou sujeito a condições, como ocorreria se o contrato o vinculasse tal pagamento à apuração de lucros da parte devedora. É importante ter em mente que eventuais características da dívida que venham a torná-la semelhante à participação societária (equity) do credor na empresa devedora tornarão a isenção decorrente da regra do Portfolio Interest Exception inaplicável, caracterizando o valor remetido como dividendos e, portanto, passível de retenção de 30% na fonte (FDAP). Podemos ilustrar a concretização do risco mencionado com situação em que o devedor sujeita o pagamento dos juros a qualquer condição que venha a transferir o risco de seu negócio, ainda que parcialmente, à parte tratada como credora no contrato. Igualmente problemática será a omissão dos juros nos casos em que o valor de face do título é superior ao preço de emissão, sendo o título eventualmente vendido, trocado ou retirado pela empresa devedora (vide sec.871(a)(1)(C) do IRC). A estratégia mais recomendada para a formalização da dívida a ser beneficiada pelo regime de Portfolio Interest Exception consiste na representação e suporte jurídico por contrato de mútuo, que se dá essencialmente na forma de “Loan Agreement” (aplicável a empréstimos ainda não realizados), “Debt Acknowledgement Agreement” (aplicável ao reconhecimento de uma dívida objeto de empréstimo já realizado), ou mesmo na aquisição de bonds ou notes. Na redação de tais instrumentos, é necessário ter o cuidado de evitar, o quanto possível, a caracterização de dinâmica que possa ser entendida como aquisição de participação societária na empresa devedora. Na hipótese de tal risco se concretizar, levando os órgãos de controle à suposição ou constatação de que o valor da dívida deve ser considerado como participação societária, a remuneração do credor poderá ser tributada nos EUA como dividendos, com retenção de 30% sobre valor bruto, a título de witholding tax, sem possibilidade de dedução. Em resumo, é possível afirmar que a regra do Portfolio Interest Exception é um instituto jurídico que visa beneficiar, com um regime tributário mais brando, indivíduos ou entidades estrangeiras dispostas a realizar empréstimos em benefício de entes americanos. A caracterização das circunstâncias que qualificam a transação para o benefício, no entanto, é avaliada de forma concreta pelo IRS, com base na documentação que deverá evidenciar as características típicas de uma relação de dívida entre partes independentes, que sejam credoras e devedoras entre si, além do cumprimento adequado de requisitos legais mencionados acima. Como requisitos mais relevantes, é possível destacar (i) a necessidade de o credor ser estrangeiro (indivíduo não residente nos EUA ou empresa constituída fora do território americano), (ii) no caso de empresas devedoras classificadas como Corporations perante as regras de tributação americana, não é permitido que a parte credora estrangeira detenha 10% ou mais de suas ações com direito de voto; e, no caso de empresas devedoras americanas que sejam transparentes para fins de tributação americana

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IRS lembra contribuintes que vivem e trabalham fora dos EUA sobre o  prazo fiscal de 15 de junho

O Internal Revenue Service (IRS) alerta os contribuintes fiscais dos Estados Unidos que vivem fora do território norte-americano para ficarem atentos ao prazo do dia 15 de junho: essa é a data limite para a entrega da declaração de imposto de renda federal de 2022. Esse prazo se aplica a todos os contribuintes que têm sua residência fora dos Estados Unidos ou Porto Rico, bem como aqueles que estão servindo às forças armadas fora do país na data de vencimento regular da declaração. Segundo o órgão, os indivíduos qualificados devem submeter uma declaração indicando qual das duas situações se aplica a eles. A apresentação da declaração é necessária para reivindicar alguns benefícios  fiscais como a Isenção de Renda Auferida no Exterior e o Crédito Tributário Estrangeiro, por exemplo. Vale ressaltar que a lei federal também exige que os cidadãos americanos e estrangeiros residentes relatem em sua declaração sua renda global, incluindo a renda de contas bancárias e valores mobiliários estrangeiros. Para tanto, faz-se necessário preencher e anexar alguns formulários específicos, como o Anexo B e o Formulário 8938. Existe ainda a obrigatoriedade de reportar informações sobre contas estrangeiras por meio do Formulário 114 (FBAR). Os contribuintes devem relatar tanto a renda recebida quanto as despesas dedutíveis em dólares  e fazer os pagamentos de impostos na mesma moeda. O IRS incentiva o uso de métodos eletrônicos para o pagamento das obrigações fiscais. Aqueles que renunciaram à cidadania americana, ou deixaram de ser residentes permanentes legais durante 2022, devem apresentar uma declaração de imposto de não residente com duplo status e anexar o Formulário 8854. Os contribuintes que não puderem cumprir o prazo de 15 de junho podem solicitar uma prorrogação automática de seis meses na entrega preenchendo o Formulário 4868. Militares em serviço no exterior ou em uma zona de combate podem se qualificar para uma prorrogação adicional de pelo menos 180 dias. Fonte: https://www.irs.gov/newsroom/irs-reminds-us-taxpayers-living-and-working-abroad-to-file-their-2022-tax-return-by-june-15 Dúvidas sobre declaração de impostos nos Estados Unidos? Entre em contato conosco pelo chat ou mande sua pergunta para info@drummondadvisors.com. Nossos especialistas terão prazer em ajudar! Escrito por Aline Ribeiro, Consultora de Comunicação Sênior

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Prazo para pedir extensão na data de entrega da declaração de impostos nos EUA termina no dia 18 de abril

Com a temporada de declaração de impostos chegando ao fim, o Internal Revenue Service (IRS) destaca que caso o contribuinte não possa apresentar sua declaração de imposto federal de 2022 até o deadline de 18 de abril, é preciso fazer um pedido para extensão do prazo de entrega da obrigação. Esse adiamento permite que o indivíduo registre sua declaração até 16 de outubro de 2023. A extensão pode ser solicitada pelo IRS Free File em IRS.gov/freefile ou por meio do Formulário 4868, Application for Automatic Extension of Time to File até o dia 18 de abril. O IRS destaca que ter um prazo maior para declarar não significa que o contribuinte deixará de pagar impostos. “Se você deve impostos, deve pagá-los antes da data de vencimento para evitar possíveis multas e juros sobre o valor devido”, informa o órgão. As vitimas de desastres naturais recentes poderão ter acesso a uma prorrogação automática no prazo para realizar diversos pagamentos de impostos. Mais informações estão disponíveis no site IRS.gov/disasters. Dúvidas sobre como pedir uma extensão no prazo para declarar seu imposto de renda nos EUA? Entre em contato conosco! Nossos especialistas terão prazer em ajudar! Fonte: https://www.irs.gov/newsroom/if-you-need-more-time-to-file-your-taxes-request-an-extension Escrito por Aline Ribeiro, Consultora de Comunicação Sênior

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IRS anuncia extensão no período de transição para regras de retenção de impostos na fonte estrangeira

O Internal Revenue Service (IRS), a Receita Federal dos Estados Unidos, e o Treasury Department, o Departamento do Tesouro norte-americano, recentemente anunciaram que planejam prorrogar o período de transição para a regra de exceção da obrigatoriedade para empresas pagarem impostos sobre royalties de propriedade intelectual no exterior. Segundo o Aviso 2023-31, divulgado no dia 3 de abril de 2023, após a finalização dos regulamentos propostos na Seção 903 do Código Tributário (REG-112096-22), o Departamento do Tesouro e o IRS desejam aumentar o período de transição de 17 de maio de 2023 para 180 dias após a data em que os regulamentos finais (que adotam a documentação de exceção de país único) forem arquivados no Registro Federal. De acordo com os órgãos federais, a exceção de um único país deixa uma empresa isenta do requisito de atribuição baseada na fonte para impostos estrangeiros retidos na fonte sobre royalties pagos pelo uso de propriedade intelectual dentro da jurisdição de retenção sob a Seção 903. A regulamentação proposta faz referência aos seguintes pontos: Crédito tributário estrangeiro; Orientações sobre a regra de retribuição de ativos para fins de alocação e divisão de impostos estrangeiros; Obrigatoriedade da recuperação de custos; Regra de atribuição de imposto retido na fonte sobre pagamentos de royalties. Segundo o aviso, “um imposto estrangeiro é um imposto de renda líquido credível apenas se a determinação da base tributária estrangeira estiver em conformidade, em aspectos essenciais, com a determinação do lucro tributável de acordo com o código. Para atender a este teste, um imposto estrangeiro deve satisfazer o requisito de ganho líquido, que compreende o requisito de realização, o requisito de receitas brutas, o requisito de recuperação de custos (anteriormente o requisito de receita líquida) e o requisito de atribuição.” Dentro do requisito de atribuição, a exigência é que um imposto estrangeiro esteja em acordo com os conceitos de jurisdição tributária contidos no Código Tributário. Impostos de origem estrangeira – contemplando atribuição baseada em atividades, atribuição baseada na fonte ou baseada na propriedade testes de atribuição – que sejam destinados a contribuintes não residentes possuem o escopo das receitas e custos brutos limitados pelo requisito de atribuição. De acordo com a regra para base na fonte, um imposto estrangeiro cobrado sobre a renda de um não residente se enquadra no requisito de atribuição somente se as regras de origem da lei tributária estrangeira se assemelharem às regras de origem aplicáveis para fins de imposto de renda federal. Para as receitas brutas geradas a partir de royalties, a lei tributária estrangeira deve obter os royalties com base no local de uso ou no direito de uso da propriedade intangível. Segundo o Código Tributário, os impostos estrangeiros retidos na fonte devem atender aos requisitos de atribuição com base na fonte para se qualificar como um “imposto retido na fonte coberto”, podendo ser assim creditado como um imposto em vez de um imposto de renda. Ou seja, um imposto retido na fonte sobre um pagamento de royalties só será creditável se a lei tributária estrangeira originar royalties com base no local de uso ou no direito de usar a propriedade intangível. Confira mais informações no comunicado do IRS: https://www.irs.gov/pub/irs-drop/n-23-31.pdf Escrito por Aline Ribeiro, Consultora de Comunicação Sênior

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Tribunal Fiscal dos EUA decide que o IRS não possui autoridade para punir contribuinte que não preencheu o Formulário 5471

O Tribunal Fiscal dos Estados Unidos confirmou que o IRS não possui autoridade estatutária, de acordo com a seção 6038(b), para avaliar penalidades por falha voluntária na apresentação do Formulário 5471. O Formulário 5471 é um documento obrigatório para cidadãos e empresas americanas que possuem controle acionário em empresas estrangeiras. Entenda o julgamento Em um caso envolvendo um contribuinte que possuía duas corporações estrangeiras em Belize entre os anos fiscais de 2003 a 2010 e participou de um esquema ilegal para reduzir seu imposto de renda. O contribuinte optou por não preencher o Formulário 5471, conforme exigido pela Seção 6038(a) do Código Tributário, e recebeu uma multa de US$10.000 por período contábil anual não arquivado, além de uma penalidade continuada de US$10.000 por cada período de 30 dias que a falha persistisse. O contribuinte argumentou que a Seção 6038(b) não autoriza especificamente a aplicação dessas penalidades. Já o IRS afirmou que qualquer penalidade encontrada no Código que não esteja sujeita aos procedimentos de deficiência é uma penalidade tributável. Decisão do Tribunal Fiscal referente a multa pelo não preenchimento do Formulário 5471 O Tribunal Fiscal concordou com a defesa do contribuinte de que o IRS não tinha autoridade legal para avaliar as multas impostas pela Seção 6038(b) e, portanto, não poderia prosseguir com a cobrança dessas multas do contribuinte por meio de proposta de imposição. O tribunal observou que o Congresso autorizou explicitamente a avaliação de inúmeras cláusulas de penalidades no Código, mas não para as penalidades da Seção 6038(b). A decisão mencionou que foi “relutante em inferir o poder de avaliar e cobrar administrativamente as penalidades da Seção 6038(b) quando o Congresso não concedeu esse poder expressamente ao Secretário do Tesouro, como fez para outras penalidades no Código.” Se você estiver em uma situação em que precisa apresentar o Formulário 5471 e ainda não o fez, fique atento. É importante fazer isso o mais rápido possível para evitar multas e outras penalidades. É essencial ficar por dentro da apresentação correta e completa dos impostos, para o bom andamento da sua empresa. Saiba mais sobre o que considerar ao preparar a declaração de imposto de renda nos EUA em 2023 no link a seguir: https://drummondadvisors.com/2023/03/16/tax-season-o-que-voce-deve-considerar-ao-preparar-a-sua-declaracao-de-imposto-de-renda-nos-eua-em-2023/ Escrito por Marcos Ferreira, Assistente de Conteúdo da Drummond Advisors

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Vagas superam número de candidatos em algumas áreas de trabalho nos Estados Unidos

O mercado de trabalho nos Estados Unidos está aquecido! É o que aponta uma recente pesquisa divulgada pelo LinkedIn. A força de trabalho no país conta atualmente com menos de três milhões de pessoas desde o começo da pandemia – a ausência de mão de obra durante o período mais crítico da quarentena fez com que acontecesse uma recuperação desigual nos quadros de colaboradores entre as empresas. Isso significa que muitas instituições estão em busca de novos funcionários para preencher essas lacunas que foram abertas nos últimos três anos. De acordo com os dados do LinkedIn, os mercados de trabalho nos EUA atualmente se enquadram nas três seguintes categorias: Indústrias cujo mercado de trabalho está um pouco estacionado: Administração governamental, educação e serviços de consumo Essas indústrias enfrentam um excesso de pessoas em busca de trabalho em comparação com o número de vagas que estão disponíveis. Os trabalhadores precisam se aplicar para um grande número de vagas antes de conseguirem uma colocação. Em contrapartida, as empresas conseguem contratar sem precisar aumentar salários. Empresas com mercado ligeiramente limitados: Provedores de entretenimento, tecnologia e informação, mídia, serviços profissionais (inclui firmas de contabilidade e consultoria), imóveis, varejo e serviços financeiros. Nesse segmento, quem procura por emprego está encontrando mais oportunidades do que antes da pandemia, e os empregadores estão se sentindo pressionados a aumentar os esforços de contratação e retenção de funcionários. Empresas com muitas oportunidades de mercado e pouca oferta de mão de obra: hotéis, petróleo e gás, hospitais e saúde. Empregadores estão enfrentando uma demanda crescente de serviços e não estão conseguindo preencher as vagas com rapidez suficiente. O número de vagas abertas superou o de candidatos. O cenário de mercado aquecido que acontece agora nos Estados Unidos já era uma realidade na Drummond Advisors antes mesmo do fim da pandemia. Entre 2020 e 2022 a empresa dobrou de tamanho, saindo dos 90 funcionários no início de 2020 para uma atual equipe com mais de 200 colaboradores espalhados pelos quatro cantos do globo. Esses números são o reflexo da expansão da Drummond, que sempre atenta às inovações do mercado, oferece cada vez mais soluções em contabilidade e serviços jurídicos personalizadas para clientes que estão em busca de internacionalização. A expectativa é continuar no mesmo ritmo de crescimento em 2023. Outro diferencial da Drummond, que já era prática na empresa desde antes da quarentena e propiciou o crescimento rápido do quadro de funcionários é o trabalho remoto com flexibilidade de horários. Possui interesse em trabalhar conosco? Temos vagas abertas! Inscreva-se e venha fazer parte do nosso time: https://drummond.solides.jobs/ Escrito por Aline Ribeiro, Consultora Sênior de Comunicação

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Lei de Cortes de Emprego e Impostos: veja as consequências dessa medida

A Lei de Cortes de Emprego e Impostos de 2017, instituída nos Estados Unidos, fez várias alterações significativas nos impostos comerciais, incluindo uma redução permanente na taxa de imposto de renda corporativo de 35% para 21%. Muitas das outras mudanças nos impostos sobre negócios são temporárias ou planejadas para a próxima década. O objetivo é mitigar o impacto do projeto de lei sobre o déficit e pagar por uma alíquota de imposto corporativo permanentemente mais baixa. A partir de 2022 e até 2026, as empresas enfrentarão várias mudanças tributárias programadas que aumentarão sua carga tributária em comparação com a política tributária vigente de 2018 a 2021. Confira possíveis consequências das mudanças na Lei de Cortes de Emprego e Impostos: De 2022 a 2026, as empresas serão elegíveis para uma série de benefícios propostos sob a Lei de Cortes de Impostos e Empregos (TCJA), incluindo uma transição para amortização de cinco anos das despesas do PandD, eliminação gradual de 100% e limites mais rígidos de juros. A eliminação da mudança de imposto de negócios pode aumentar o crescimento econômico de longo prazo em 0,6% e a renda nacional em 0,5%. O custo de 10 anos para revogar o aumento do imposto corporativo TCJA teria sido de aproximadamente US$ 751 bilhões em uma base tradicional. Mas diminuiria dinamicamente para aproximadamente US$ 568 bilhões quando as receitas fiscais adicionais do crescimento econômico forem incluídas. Escrito por Marcos Ferreira, Assistente de Conteúdo da Drummond Advisors Fique por dentro Imposto de Renda Pessoa Física em Incorporação de Ações A incorporação de ações sob a sistemática prevista na Lei das Sociedades Anônimas (art. 252, Lei nº 6.404/76) é prática usual e bastante conhecida no âmbito de fusões de empresas e aquisição de participação societária (também conhecidas como “M&A”). Neste tipo de operação, as ações da empresa-alvo (incorporada) são adquiridas por outra Companhia, tornando-se então uma subsidiária integral da incorporadora. Em contraprestação, os acionistas da empresa incorporada recebem ações da incorporadora, passando a deter participação societária direta nesta e mantêm-se sócios (indiretos) da empresa incorporada. Mais detalhes em: https://drummondadvisors.com/2022/11/02/imposto-de-renda-pessoa-fisica-em-incorporacao-de-acoes/

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