Por que planejar a reestruturação das relações de trabalho?

Introdução:

Um dos pilares da consultoria trabalhista preventiva é aproveitar as oportunidades que nascem com alterações na legislação, ou decisões de impacto por parte dos tribunais. Nos últimos anos, as relações de trabalho no Brasil passaram por inúmeras transformações: a reforma em 2017, as alterações decorrentes da pandemia e, mais recentemente, decisões do Supremo Tribunal Federal.

Cada um desses acontecimentos, trouxe oportunidades de melhoria e otimização das relações de trabalho, maior segurança jurídica e oportunidades para redução do custo trabalhista/previdenciário.

O objetivo deste artigo é explorar as razões pelas quais as empresas devem direcionar seus esforços para redefinir as relações de trabalho, abordando os benefícios tangíveis que essa mudança pode trazer para o sucesso empresarial.

Atratividade para Talentos:

A atual geração de profissionais valoriza cada vez mais aspectos como equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, flexibilidade e propósito no trabalho. A reestruturação das relações de trabalho para incluir modelos flexíveis, como o trabalho remoto, horários alternativos e programas de bem-estar, torna a empresa mais atrativa para talentos qualificados. Isso não apenas facilita a aquisição de talentos, mas também contribui para a retenção de funcionários de alto desempenho.

Melhoria da Produtividade:

Relações de trabalho bem estruturadas podem impulsionar a produtividade organizacional. Fornecer aos funcionários um ambiente de trabalho que promova a colaboração, comunicação eficaz e um equilíbrio adequado entre desafios e suporte pode resultar em equipes mais engajadas e produtivas. A implementação de métodos modernos de gestão de desempenho, feedback contínuo e planejamento de carreira pode contribuir significativamente para o aumento da eficiência operacional.

Criação de Cultura Organizacional Forte:

A reestruturação das relações de trabalho também desempenha um papel crucial na criação de uma cultura organizacional forte. Ao promover a transparência, confiança e comunicação aberta, as empresas podem construir um ambiente de trabalho onde os valores da empresa são alinhados com os objetivos individuais dos funcionários. Isso não apenas melhora a satisfação no trabalho, mas também fortalece a coesão interna e a identificação com a missão da empresa.

Imagem: Canva

Adaptabilidade às Mudanças do Mercado nas relações de trabalho:

Em um mundo de negócios volátil, a capacidade de adaptação é vital. A reestruturação das relações de trabalho cria uma organização mais ágil e flexível, capaz de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. Isso inclui a capacidade de redirecionar recursos, ajustar estratégias e inovar continuamente para atender às demandas de clientes e do ambiente competitivo.

Adequação às decisões do Supremo Tribunal Federal:

Com a série de transformações recentes, o Supremo Tribunal Federal tem tocado em temas importantes que afetam diretamente as relações de trabalho. Como exemplo, a permissão para a terceirização de todas as atividades da empresa e a validação de contratos de pejotização, são oportunidades para que as empresas estejam em conformidade com as decisões do STF, possibilitando maior segurança jurídica.

Redução de custos nas relações de trabalho:

Também apoiado nas recentes decisões do STF, as empresas possuem valiosas oportunidades para reestruturar suas relações de trabalho com foco na redução de custos. A estruturação da pejotização nos termos validados pelo STF e a adoção de contratos de trabalho para hipersuficientes são medidas indispensáveis para empresas que visam reduzir o custo trabalhista/previdenciário.

Conclusão:

A reestruturação das relações de trabalho através do investimento na criação de ambientes de trabalho flexíveis, inovadores, pautados em políticas internas e correta estruturação de contratos não é apenas uma resposta às mudanças externas, mas uma estratégia proativa para impulsionar o sucesso empresarial, se traduzindo como importante ferramenta para atração e manutenção de talentos, melhoria de clima organizacional, segurança jurídica e redução de custos, que se consolidarão como a base para os próximos passos de crescimento das empresas.


Escrito por Daniel Rangel, Associado da Drummond Advisors

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