Brasil avança na pauta ESG com primeira emissão de títulos sustentáveis

Nos últimos anos, o compromisso crescente do mundo corporativo com questões ambientais, sociais e de governança (ESG) tem impulsionado a busca pela sustentabilidade em ações e políticas empresariais. Nesse contexto, uma significativa e promissora iniciativa foi anunciada pelo governo federal brasileiro: a primeira emissão de títulos sustentáveis, vinculados a metas ESG. Essa transação tem gerado grande expectativa no mercado financeiro, e contará com a participação de renomados bancos, conduzida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Essa importante movimentação posiciona o Brasil como estreante nos mercados globais de dívida ESG, trazendo para o país um novo leque de oportunidades e atraindo o interesse de investidores conscientes. Com o objetivo de atrair investimentos e reforçar seu compromisso com a sustentabilidade, será realizado em breve um roadshow para apresentar essa iniciativa aos mercados globais. Atualmente, as condições da venda e o tamanho exato da operação estão em discussão, mas a perspectiva é promissora.

Imagem: Canva

A crescente demanda por títulos ESG tem sido um fenômeno notável, o que foi demonstrado pelo sucesso obtido no início do ano, quando o Brasil emitiu com sucesso US$ 2,25 bilhões em títulos em dólares, com vencimento em 2033. Esse resultado reflete o apetite dos investidores por ativos alinhados com critérios ESG. As autoridades continuarão monitorando as condições do mercado, considerando potenciais emissões de dívida tradicional no exterior.

Em âmbito global, as vendas de títulos verdes e acordos de empréstimos ESG superaram significativamente os financiamentos fósseis (petróleo, gás fóssil e carvão) no primeiro semestre do ano. No entanto, especialistas alertam que ainda é cedo para afirmar que isso representa uma boa notícia em termos climáticos. A maior parte das emissões verdes está relacionada a instituições financeiras, governos e poucas empresas de energia renovável, o que gera incertezas sobre o impacto real na transição energética.


Escrito por Arthur Manetta e Clara Couto

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